13 de agosto de 2009

Viva como um porco-espinho e seja feliz!

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com um companheiro muito próximo podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram...

Moral da História: "O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades".

Esse pequeno texto nos faz pensar em como muitas vezes damos mais ênfase ao lado negativo das pessoas do que ao seu lado positivo, às suas qualidades e virtudes. O relacionamento humano é realmente muito difícil. Temos a tendência de julgar, de criticar, de pensar apenas em nós mesmos. Exigimos do outro a perfeição, esquecendo que nós mesmos somos seres imperfeitos. Também costumamos desisitir com facilidade diante de pequenos obstáculos. Mas a vida é feita de quê, senão de pequenos e de grandes obstáculos? Se não houver luta, não haverá vitória. A felicidade não chega até nós sem que nós não nos esforcemos por encontrá-la.
Não existe a pessoa perfeita. Não existe relacionamento perfeito. Existe, sim, a busca pelo aperfeiçoamento, a luta para deixarmos de lado o que não contribui para a nossa evolução, o que atrapalha a nossa caminhada, o que afasta as pessoas de nós. A vida é um constante aprendizado. Todos nós cometemos erros, mas devemos, sim, aprender com eles, e não nos tornarmos pessoas difíceis de conviver, imoldáveis. Nossos espinhos ferem as pessoas que estão mais próximas de nós, não devemos nos esquecer disso. Então, o que podemos fazer é tentar minimizar essas feridas, nos policiando para não depositar nas pessoas a nossa frustração, nossa ansiedade, nossas desventuras. Nós somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade. E se as pessoas ao nosso redor possuem muitos espinhos que nos ferem, cabe a nós perdoá-los e não criticar, mas, quem sabe, conversar, trocar uma idéia a respeito disso, sem magoá-las.
Precisamos exercitar o amor ao próximo, e não deixar apenas na teoria. É fácil? Não, de forma alguma. Mas precisamos tentar. Não podemos mudar o outro, mas podemos mostrá-los o melhor caminho. Podemos ser exemplo e influenciar positivamente as pessoas ao nosso redor. A felicidade é contagiante!

3 comentários:

Evy disse...

Que texto lindo mocinha!
Adoro vir aqui, é uma leitura sempre prazerosa!

Ah, na outra semana estarei aí na sua cidade!

Beijo

Camila disse...

Que texto inspirador, Lu! Realmente a amizade e o amor ao próximo são coisas que devemos exercitar diariamente. Defeitos todos nós temos, erros todos nós cometemos, mas compreender isso nem todos conseguimos, isso é verdade.Junto meu grito ao seu. Vamos nos amar mais! O amor é solução para muitas coisas!

Ótima reflexão para esse meu dia de domingo!

E hoje meu blog faz um ano!!! Estou comemorando e agradecendo. E digo MUITO OBRIGADA a você também, por estar sempre presente e dividindo suas palavras comigo.

Beijo grande, Lu!!!

Jaime Guimarães disse...

Oi, Luciana!

Sabe...eu estou com dificuldades em comentar o seu texto. É tão perfeito que parece até que se eu disser alguma coisa não expressará o quão importante seu texto é.

Só posso dizer que concordo plenamente contigo e mais: quando nos relacionamos com uma pessoa, não há como mudar - recebemos o "pacote completo", ou seja, com as virtudes e os defeitos.

Tolerância e respeito às individualidades. Isso é amor, também.

Um abraço! E obrigado!