31 de dezembro de 2017

Ano novo. E aí?

Mais uma virada de ano se aproxima e o que a gente vê nas redes sociais é a mesma coisa de todos os outros anos, como se o 1º de janeiro fosse um portal para um novo mundo, com mil e uma oportunidades e possibilidades, como se os ponteiros do relógio ou os números do calendário fossem determinar um salto para algo muito melhor, como num passe de mágica. Mas temos que cair na real de que nada disso acontece se não descruzarmos os braços e fizermos o que temos que fazer. Isso significa sair do casulo, sair do comodismo, vencer a inércia e fazer as coisas acontecerem, porque nem o relógio e nem o calendário farão isso por nós. É muito cômodo esperarmos passivamente as coisas melhorarem e ficarmos assistindo isso de camarote, enquanto o tempo passa e as oportunidades vão sendo perdidas.
Fica essa reflexão pra esse fim de ano. Que em 2018 possamos fazer as coisas acontecerem! ;-)

11 de dezembro de 2017

Estou aqui de novo, e dessa vez sem muita empolgação. Meu corpo está cansado, dói as costas e os ombros... parece que vou gripar. Mas eu quis vir aqui assim mesmo porque não quero deixar morrer a ideia de postar com uma certa frequência alguma coisa sobre mim, porque a necessidade de aliviar o peso e desabafar é muito grande.
Sinto muita falta da minha família desde que vim pra cá, e esse ano não pude ir vê-los. Vou passar meu primeiro Natal separada do agora ex-marido e sem ter uma família pra me reunir e compartilhar esse momento tão gostoso que o clima natalino traz. Estou tentando não dar muita importância pra esse fato pra que não vire mais um drama na minha vida.
Me separei definitivamente em janeiro, mas a separação mesmo foi acontecendo gradativamente bem antes disso, e se concretizou no início desse ano. Desde então tenho aprendido a me virar na marra, passando muitos apertos em todos os sentidos, quebrando a cara, acertando às vezes, mas nunca me arrependendo do rumo que dei pra minha vida. Porque tudo nessa vida é aprendizado, e acredito que estamos aqui pra isso: pra quebrar nossa cara mil vezes se for preciso, e aprender com os erros, e assim ter a oportunidade de se melhorar como ser humano.
E a vida segue. Nesse meio tempo, desde que vim pro RS, conquistei um emprego público e trabalho na área em que me formei: Pedagogia. Consegui comprar meu carro também, e vou pagando aos trancos e barrancos. Mas conquistei, é meu. Não posso dizer que foi tudo ruim desde que vim pra cá. Conquistei coisas e aprendi muito, muito mesmo. Vivi momentos de profundo desespero, mas sinto que Deus nunca me desamparou. Conheci pessoas maravilhosas que hoje fazem parte da minha vida. Amigos que me orgulho de ter, e que me dão força quando preciso. Sem contar o meu filho, que me encoraja a cada dia a continuar e buscar ser um ser humano melhor, pra ele e pra mim mesma.

Por hoje é isso, meu corpo tá pedindo cama... Mas volto assim que der.

Abraços pra que estiver por aí.

1 de dezembro de 2017

Retomada

Depois de tanto tempo, resolvi colocar em prática uma vontade que eu vinha tendo (na verdade essa vontade é mais uma necessidade do que qualquer outra coisa), que é colocar pra fora as coisas que sinto, as coisas que penso, as minhas alegrias, as minhas dificuldades, as minhas limitações, as minhas conquistas, as minhas fraquezas. Minha rotina do dia-a-dia é muito apertada, me falta tempo pra fazer muitas coisas que eu gostaria de fazer, e isso acaba me privando de olhar mais pra dentro de mim mesma. Isso vem me incomodando há um bom tempo, então eu cheguei à conclusão de que falar de mim mesma neste blog é uma boa maneira de refletir sobre a minha vida e o meu interior de uma maneira que julgo prazerosa, que é escrevendo. 
Vou começar me (re)apresentando. Sou uma mineira que mora no Rio Grande do Sul (região metropolitana) há 6 anos e 5 meses, tentando incessantemente me adaptar a esse novo estilo de vida, que é viver longe da minha família e assumindo minha própria vida, com suas inúmeras responsabilidades e dificuldades.
Vim pra cá em 2011, recém casada e grávida de 1 mês. Vim contrariando a vontade de todos da minha família, que não queriam que eu viesse pra tão longe e com uma pessoa que eu tinha conhecido havia apenas 6 meses. Pois é, me casei com 6 meses de namoro: ele morando aqui no RS e eu em Minas. Nos víamos uma ou duas vezes por mês, mas era uma relação super intensa. Agora, depois de passado um tempo, consigo entender que foi realmente muito precoce, até mesmo inconsequente da minha parte "fugir" desse jeito. 
Eu sempre quis casar, sair daquele ambiente triste e cheio de brigas que era a minha casa quando eu morava com meus pais. Meus relacionamentos afetivos me supriam um pouco da carência que eu sentia, mas eu era de fato uma pessoa muito infeliz. Minha vida não tinha um sentido, uma motivação, eu vivia frustrada e sem saber muito bem o que fazer da minha vida. Tive vários "baixos" na vida, sempre fui meio deprimida. E eu me agarrava aos meus relacionamentos amorosos como uma maneira de fugir da realidade, que não era muito agradável.
Bom, a realidade aqui no RS se mostrou muito cruel logo no início: grávida, longe da minha família e casada com um cara explosivo e agressivo. Você deve estar se perguntando: "Mas por que se casou com um cara assim??". Bom, ele não era "assim" no período de namoro. A verdade é que não tivemos muito tempo pra nos conhecermos de verdade, foi tudo muito precipitado, faltou a convivência antes do casamento. A gravidez foi uma surpresa (e irresponsabilidade), mas foi o que me salvou. Se não fosse o meu filho, que agora é um rapazão de 5 anos, eu não sei se teria suportado tudo o que suportei.
A verdade é que, aos trancos e barrancos, tenho sobrevivido. Mas eu não quero mais sobreviver, quero viver com intensidade, com paixão, com entusiasmo. E quero começar por aqui, pois enquanto escrevo, reflito sobre a minha vida e passo a me conhecer melhor. Não falam tanto de autoconhecimento nos dias de hoje? Pois vou me autoconhecer assim, acho que já é um bom começo.
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Preciso corrigir umas provas de recuperação (sou professora do ensino fundamental) e dar um jeito na bagunça da minha casa, mas quero continuar postando pelo menos uma vez na semana. Sinto que vai me fazer bem. Se alguém estiver lendo isso, aguarde as cenas do próximo capítulo em breve. ;-)

E que essa jornada de autoconhecimento comece agora!

Abraço!





Já deixo o link de um excelente vídeo para reflexão. É da Flávia Melissa, que é maravilhosa.

https://www.youtube.com/watch?v=bG9ZXRSzRQo

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