Depois de tanto tempo, resolvi colocar em prática uma vontade que eu vinha tendo (na verdade essa vontade é mais uma necessidade do que qualquer outra coisa), que é colocar pra fora as coisas que sinto, as coisas que penso, as minhas alegrias, as minhas dificuldades, as minhas limitações, as minhas conquistas, as minhas fraquezas. Minha rotina do dia-a-dia é muito apertada, me falta tempo pra fazer muitas coisas que eu gostaria de fazer, e isso acaba me privando de olhar mais pra dentro de mim mesma. Isso vem me incomodando há um bom tempo, então eu cheguei à conclusão de que falar de mim mesma neste blog é uma boa maneira de refletir sobre a minha vida e o meu interior de uma maneira que julgo prazerosa, que é escrevendo.
Vou começar me (re)apresentando. Sou uma mineira que mora no Rio Grande do Sul (região metropolitana) há 6 anos e 5 meses, tentando incessantemente me adaptar a esse novo estilo de vida, que é viver longe da minha família e assumindo minha própria vida, com suas inúmeras responsabilidades e dificuldades.
Vim pra cá em 2011, recém casada e grávida de 1 mês. Vim contrariando a vontade de todos da minha família, que não queriam que eu viesse pra tão longe e com uma pessoa que eu tinha conhecido havia apenas 6 meses. Pois é, me casei com 6 meses de namoro: ele morando aqui no RS e eu em Minas. Nos víamos uma ou duas vezes por mês, mas era uma relação super intensa. Agora, depois de passado um tempo, consigo entender que foi realmente muito precoce, até mesmo inconsequente da minha parte "fugir" desse jeito.
Eu sempre quis casar, sair daquele ambiente triste e cheio de brigas que era a minha casa quando eu morava com meus pais. Meus relacionamentos afetivos me supriam um pouco da carência que eu sentia, mas eu era de fato uma pessoa muito infeliz. Minha vida não tinha um sentido, uma motivação, eu vivia frustrada e sem saber muito bem o que fazer da minha vida. Tive vários "baixos" na vida, sempre fui meio deprimida. E eu me agarrava aos meus relacionamentos amorosos como uma maneira de fugir da realidade, que não era muito agradável.
Bom, a realidade aqui no RS se mostrou muito cruel logo no início: grávida, longe da minha família e casada com um cara explosivo e agressivo. Você deve estar se perguntando: "Mas por que se casou com um cara assim??". Bom, ele não era "assim" no período de namoro. A verdade é que não tivemos muito tempo pra nos conhecermos de verdade, foi tudo muito precipitado, faltou a convivência antes do casamento. A gravidez foi uma surpresa (e irresponsabilidade), mas foi o que me salvou. Se não fosse o meu filho, que agora é um rapazão de 5 anos, eu não sei se teria suportado tudo o que suportei.
A verdade é que, aos trancos e barrancos, tenho sobrevivido. Mas eu não quero mais sobreviver, quero viver com intensidade, com paixão, com entusiasmo. E quero começar por aqui, pois enquanto escrevo, reflito sobre a minha vida e passo a me conhecer melhor. Não falam tanto de autoconhecimento nos dias de hoje? Pois vou me autoconhecer assim, acho que já é um bom começo.
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Preciso corrigir umas provas de recuperação (sou professora do ensino fundamental) e dar um jeito na bagunça da minha casa, mas quero continuar postando pelo menos uma vez na semana. Sinto que vai me fazer bem. Se alguém estiver lendo isso, aguarde as cenas do próximo capítulo em breve. ;-)
E que essa jornada de autoconhecimento comece agora!
Abraço!
Já deixo o link de um excelente vídeo para reflexão. É da Flávia Melissa, que é maravilhosa.
https://www.youtube.com/watch?v=bG9ZXRSzRQo
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